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Fanfic #6: A floresta fantasma

18 de dezembro de 2015 Fanfics Novidades

Esta é uma história sem fins lucrativos criada de fã para fã. Todos os personagens relacionados ao universo Pokémon citados no texto são marcas registradas da Nintendo. Saiba mais

fanfic 6

Por Evandro Xoxim

Sob a fraca luz da lua, o vento soprava em leves brisas. De longe, parecia ser possível ver um homem de frente para uma fogueira. Mas o que parecia ser um homem era na verdade um adolescente – e a fogueira, um Pokémon do tipo fogo.

O jovem mantinha-se em pé com os punhos cerrados. Sua postura e o suor frio que escorria por sua testa tornava evidente que a situação em que a dupla se encontrava era tensa e apreensiva. O Pokémon de pelagem incandescente e luminosa olhava atentamente em direção às árvores próximas dali. Eram as primeiras da floresta em que iriam adentrar ao amanhecer. O adolescente buscou o pouco de coragem que parecia existir naquela situação e deixou algumas palavras fluírem como um sussurro por sua boca:

– Você também ouviu, Flareon?

O Pokémon não emitiu nenhum som, mas assentiu com a cabeça sem que os olhos perdessem o foco da paisagem escura da floresta, onde o luar não penetrava.

Nos pensamentos do garoto ele continuava perguntando a si mesmo o porquê de ter ido acampar logo na entrada da floresta. Não bastava aquele lugar ser assombrado por espíritos, ele ainda tinha que provar sua bravura para si mesmo e viver aquela situação? Ele nunca acreditou em fantasmas, mas também nunca duvidou. Entretanto, pela primeira vez em toda a sua glória de dezesseis anos, os fantasmas realmente o estavam deixando com medo. Isto é, se é que aquele barulho tinha sido mesmo um fantasma.

FlareonApós alguns segundos perdido em sua própria mente, o adolescente ouvira outro som. Dois, na verdade. O primeiro era do chacoalhar de folhas de uma das árvores. O outro era um rosnado de seu companheiro Flareon, que estava numa posição tensa, preparando para atacar qualquer coisa que ousasse surpreender o treinador naquela situação.

– Flareon, fique preparado para uma batalha corpo a corpo. Não podemos usar o Lança-chamas, pois corremos o risco de acabar incendiando a floresta. Vamos esperar mais um pouco, se ele não nos atacar, vamos fugir daqui.

A primeira observação comprovava que, apesar de ser um adolescente, aquele treinador era hábil e já possuía alguma experiência na jornada. Mais alguns segundos se passaram e desta vez algo se revelou. Uma pequena bola luminosa avançava na direção do Flareon e do treinador. O sangue do garoto gelou instantaneamente e ele ficou paralisado. A bola de energia avançava lentamente. Flareon rosnou mais alto, alertando ao espírito para que não se aproximasse do treinador. Todavia, a surpresa de Flareon se fez no momento seguinte, quando mais e mais bolas luminosas semelhantes à primeira apareceram repentinamente.

Num estalar de dedos, o treinador e seu Pokémon estavam cercados pelas esferas luminosas – os espíritos de treinadores e Pokémon que um dia morreram naquela floresta amaldiçoada. O coração do garoto palpitou mais forte, o suor gélido descia em bicas, a pele havia se tornado tão branca e pálida como se o próprio treinador fosse um fantasma. Num rápido lampejo, e numa lembrança tão vívida quanto o presente, o adolescente recordou dos relatos de uma velha senhora que havia alertado sobre os perigos da floresta. Ela havia conversado com ele cerca de uma ou duas horas atrás, quando o jovem havia perguntado por informações sobre a cidade que ficava a algumas horas dali, atravessando a floresta:

– Você deve tomar cuidado, garoto – a voz da senhora era rouca, enquanto sua entonação era pausada. – Existem diversos relatos sobre assombrações na floresta mais ao norte. Nem mesmo um membro da Elite dos Quatro ousaria adentrar aquela floresta à noite. Dizem que todos que entram lá nunca voltam para contar a história. Na verdade, pensando agora, houve apenas um treinador que entrou na floresta em uma noite de lua cheia e retornou à cidade para contar sua história. Ele voltou para o vilarejo aos berros, em plena madrugada, dizendo que havia visto vários espíritos. Eles tinham o formato de pequenas bolas de luz e o rodearam tentando devorar sua pobre alma. Felizmente, ele conseguiu retornar são e salvo. No dia seguinte, quando amanheceu, alguns homens do nosso vilarejo foram até a floresta para investigar o que tinha acontecido. Eles escutaram vários barulhos estranhos e árvores que se mexiam mesmo sem o vento. Dizem que um treinador e seus Pokémon faleceram naquela floresta, mas que o espírito dele e de seus Pokémon ainda continuam lá, tentando achar a saída para prosseguirem com a jornada.  

– Por que eu não dei ouvidos a ela? – o treinador questionou a si mesmo. Mas ele sabia que era tarde demais para se indagar sobre qualquer coisa, já que ele e seu Pokémon estavam cercados pelas bolas luminosas que se aproximavam cada vez mais.

– Muito bem, Flareon! Não vamos ficar parados. Se eles querem nossas almas, terão que lutar para consegui-las. Use o Ataque Rápido!

Flareon deu um salto veloz com suas panturrilhas. O impulso, aliado a todo o peso do seu corpo, foi na direção de uma das bolas de luz –  mas, da mesma forma que nenhum soco ou chute humano poderia tocar um fantasma, foi assim também com o seu golpe. Flareon passou pela bola de luz como se a mesma não existisse e pousou logo depois, irritado e ao mesmo tempo assustado por seu ataque não ter surtido efeito algum.

Ainda assim, o ataque não fora totalmente em vão. Quando Flareon atravessou o espírito, o treinador pôde enxergar um corpo branco. Na verdade, parecia uma vela com olhos. Não era tão assustador como de início – na verdade, naqueles décimos de segundo o garoto vira algo que se parecia com um… Pokémon bonitinho. Com isso em mente, o jovem remexeu seus bolsos e, com um sorriso no rosto, sacou um objeto quadrado e vermelho. Uma Pokédex.

– Eu deveria ter pensando nisso antes! – falou para si mesmo. Estendeu sua mão com a Pokedéx e a mesma não tardou em revelar a forma que o garoto havia visto outrora:  

– Litwick. Litwick é um pequeno Pokémon vela com uma chama roxa no topo de sua cabeça, que é alimentada pela energia da vida que ele absorve. Litwick é um Pokémon do tipo Fantasma e do tipo Fogo que orienta as pessoas e Pokémon ao seu redor, iluminando áreas escuras. Entretanto, ele apenas finge ser um guia enquanto suga a vida qualquer um que o segue.

LitwickNo momento em que a Pokédex emitia sua voz robótica, o treinador começou a ficar tonto. Afinal, ele estava rodeado por tantos Litwicks que estes sugavam sua energia vital. Junte-se a isso o breve tempo em que houve o combate contra eles e o pobre treinador parecia estar cada vez mais esgotado.

– Dusknoir, use a Bola de Sombras! – alguém disse subitamente.

A esfera púrpura e preta atingiu o Litwick mais próximo do treinador em apuros, fazendo com que o alvo fosse nocauteado e ficasse com os olhos girando – enquanto os demais Litwick fugiam novamente para dentro da floresta.

Recobrando seu estado normal, o treinador olhou na direção de onde a voz havia surgido. A silhueta de sombras começou a se aproximar e, quanto mais próxima, mais traços eram perceptíveis. Tratava-se de uma garota morena que usava um top e uma larga saia, que mais parecia uma toalha amarrada na cintura, de cor azul e com detalhes em branco. No cabelo curto e castanho ela usava duas flores cor de rosa que chamavam a atenção de quem as via. Ela se aproximou do treinador e disse com um tom confiante:

– Tem que ter cuidado, garoto. Os Pokémon do tipo Fantasma não são para qualquer um. Bom… de qualquer forma, agora você está a salvo – dizia ela num tom bem-humorado e determinado, como se tivesse uma missão a cumprir. – Com licença, mas eu tenho que capturar um deles. Pokébola, vai!

A pokébola foi arremessada e o raio vermelho foi direcionado ao pobre Litwick que havia sido nocauteado. Em três balançares, a pokébola se aquietou, sinalizando que o Pokémon havia sido capturado. A garota caminhou até a pokébola, juntando-a do chão e guardando-a.

– Quem é você? O que está fazendo aqui? – perguntou o treinador num tom arrastado, enquanto sua mão permanecia na cabeça, esfregando-a, numa tentativa de acalmar o cérebro e findar a tontura.

– Meu nome é Phoebe. Sou membro da Elite dos Quatro da região de Hoenn e vim aqui para capturar um novo Pokémon do tipo Fantasma. No vilarejo me informaram que essa floresta era assombrada, então resolvi conferir por mim mesmo que tipos de Pokémon ou fantasmas estavam nesse local – explicou a garota, que falava com um sorriso satisfeito no rosto, como se tivesse cumprido sua missão. – E você, quem é?

– Meu nome é Gabriel. Estou numa jornada para ser o melhor treinador de Pokémon do tipo Fogo. Preciso chegar na cidade depois dessa floresta e, para poupar tempo, resolvi acampar aqui na entrada da mata – disse ele num tom natural, já sem sentir os efeitos da tontura ou dor de cabeça.

Dusknoir– Bom, Gabriel, já cumpri meu objetivo aqui e tenho que voltar para o meu treinamento em Mt. Pyre. Desejo sorte em sua jornada. Quem sabe algum dia possamos batalhar e você me derrote, assim como aconteceu contra o meu último desafiante?

Phoebe e Gabriel apertaram as mãos, cada um com um sorriso no rosto.

Atrás de Gabriel, outro Litwick surgiu e chamou a atenção do treinador. O Pokémon havia retornado de dentro da floresta escura fazendo sinais e emitindo sons, tentando comunicar alguma coisa.

– O que você está tentando me dizer? – questionou o jovem, desconfiado.

– Ele quer seguir com você em sua jornada – intrometeu-se Phoebe. – Ele disse que escutou nossa conversa e o seu desejo de se tornar o maior treinador de Pokémon do tipo Fogo.

– Você fala com fantasmas? – perguntou Gabriel, surpreso.

– Sim. Foi um árduo treinamento e também um pouco de dom… ou você acha que qualquer um poderia estar na Elite dos Quatro? – respondeu Phoebe, piscando um dos olhos.

– Tem razão. Nesse caso, obrigado por ser minha tradutora – agradeceu ele, antes que Phoebe virasse de costas e desaparecesse em meio às sombras da noite.

Gabriel sacou uma pokébola vazia que, de maneira sutil, atingiu Litwick e o capturou sem que houvesse nem mesmo as três vibrações usuais. O jovem encarou seu companheiro Flareon e soube que sua jornada seria muito mais interessante dali para a frente – afinal, a cada dia que passava, ele fazia mais e mais amigos. Além disso, a partir daquele momento Gabriel sentia que tinha duas promessas a cumprir: ser o melhor treinador de Pokémon do tipo Fogo e, agora, algum dia derrotar Phoebe.  

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Fanfic #5: Uma batalha eletrizante!

20 de novembro de 2015 Fanfics Novidades

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fanfic 5

Por Lukas Fortes de Albuquerque

O simpático garoto de olhos cor de mel e cabelos loiros escuros aguardava ansioso a chegada de seu anfitrião enquanto acariciava seus dois Pokémon – um alegre e brincalhão Pichu chamado Spark e um belo e bem treinado Ampharos chamado Bolt. Suas mãos tremiam de excitação devido à eletrizante batalha que estava por vir. Carregava consigo apenas a sua mochila contendo alguns itens, um Xtransceiver no braço esquerdo, um bracelete no braço direito e duas lustrosas Pokébolas presas em seu cinto.

– Bolt, estou contando com você!

– Prrrr! – retribuiu o Pokémon, assentindo com a cabeça.

– Wahahahaha! Então você passou pelas minhas armadilhas elétricas? Meus parabéns! – disse um robusto e sorridente senhor de barbas brancas que surgiu do outro lado do estádio. – Vejo que cuidou muito bem de seus Pokémon. Seja bem-vindo ao ginásio elétrico da cidade de Mauville! Como você já deve saber, meu nome é Wattson e eu sou o líder deste ginásio. Vamos, apresente-se meu jovem.

Pichu– Meu nome é Lukas e sou da região de Johto. Sou um treinador de Pokémon do tipo elétrico e o meu sonho é ser o melhor de todos. Estou viajando de região em região para enfrentar todos os líderes de ginásio elétricos que eu encontrar, só para provar que os meus Pokémon são os melhores. Estou vindo de Kanto, onde conheci e derrotei o famoso soldado líder do ginásio de Vermilion, Lt. Surge.

– Wahahahaha! É raro ver treinadores como você que, assim como eu, amam os Pokémon elétricos. Bom, então está aqui para uma batalha, certo? – disse o Sr. Wattson com um olhar desafiador.

– Sim, mas não vou desafiá-lo como líder de ginásio, quero um desafio contra um Treinador Pokémon! Quando enfrentei Lt. Surge, ele me disse que nem todos os lideres de ginásio lutam com seus melhores Pokémon. Lideres de ginásio devem ser grandes treinadores e ter a experiência e o conhecimento necessários para passar aos jovens desafiantes que anseiam vencer a Liga Pokémon. Se usassem seus melhores Pokémon, alguns desafiantes não teriam a menor chance.

– Wahahahaha! Correto! Vejo que você fez a lição de casa, então aceitarei o seu desafio. Prepare-se, garoto, pois irei usar meu melhor Pokémon. Será uma batalha 1×1. Preparado?

– Estamos prontos! Certo, Spark e Bolt?

– Prrrr!

– Pi! Pichu!

– Então vamos começar! Manectric, eu escolho você! – disse o Sr. Wattson, lançando a sua Pokébola enquanto um feroz Manectric saltou à frente deles, rosnando.

– Bolt, vamos mostrar para ele do que somos capazes! – disse Lukas, enquanto seu Ampharos se pôs à frente.

– Eu irei começar! – anunciou Sr. Wattson. – Muito bem, Manectric, use Raio!  

– Bolt, não iremos ficar atrás! Use Raio também!

Os golpes se chocaram com a mesma intensidade, criando uma explosão. Mas antes que a fumaça se dissipasse, os treinadores já estavam prontos para dar um novo comando.

– Muito bem! Manectric, agora vá de Investida!

– Ampharos, também revide com Investida!

Ambos os Pokémon se chocaram e se afastaram um do outro ferozmente. Estava claro que ambos possuíam o mesmo poder e haviam sido muito bem treinados.

– Wahahahaha! Muito bem, mas não acha que está na hora de levar essa luta mais a sério? Não acho que esse colar com essa pedra em seu Ampharos seja apenas enfeite, assim como essa coleira que meu Manectric usa – disse Sr. Wattson, mostrando um bracelete idêntico ao que Lukas usava em seu braço direito, contendo uma Mega Stone.

Ampharos– Huhuhu, então você percebeu! – respondeu o garoto. – Certo, vou mostrar para você a nossa verdadeira força. Muito bem, Bolt… Mega Evolução, desperte! – disse Lukas enquanto seu Ampharos mudava sua forma para Mega Ampharos.

– Wahahahaha! Estava ansioso para isso. Manectric, Mega Evolução!

Um grande e belo Mega Manectric apareceu diante de Lukas.

– Muito bem, garoto, estou surpreso que tenha um Mega Stone. Porém, vamos ver se o seu Mega Ampharos é tão bom quanto o meu Mega Manetric!

A batalha recomeçou com ainda mais intensidade. Ambos os Pokémon investiam um contra o outro com ferocidade, enquanto seus treinadores gritavam os comandos com a precisão de um mestre. Depois de vários golpes e a emoção à flor da pele, a batalha finalmente estava chegando em seu clímax.

– Bolt, use o Golpe Focado!

– Muito bem, Mega Manetric, não desvie! – ordenou Sr. Wattson.

– Hã? O que ele está planejando? – pensou Lukas.

Ampharos avançou sobre Mega Manetric e acertou o golpe em cheio… Porém, o ataque não foi suficientemente forte para derrubá-lo. Neste instante, Lukas percebeu um sorriso de vitória na cara do Sr. Wattson.

– Muito bem, Mega Manetric, era essa a chance que queríamos. Aproveite que ele está perto e acabe com essa luta usando o Lança-Chamas!

– Bolt, use Proteger! – gritou Lukas, mas era tarde demais. Devido à curta distância, o golpe havia acertado seu Pokémon em cheio, causando uma explosão de fogo e o arremessando para longe.

– Wahahahaha! – começou a rir Sr. Wattson. – Acabou, garoto, mesmo que o seu Ampharos aguente, este golpe lhe causou muitas queimaduras. Mais um golpe e ele não resistirá!

– Bolt, meu amigo… – dizia Lukas enquanto observava seu Pokémon se esforçando para manter a postura de batalha. – Aguente um pouco mais, por favor!

– Desista, garoto. Wahahahaha! Você lutou bem, mas acabou!

– Não! Eu acredito em meu Pokémon e eu sei que ele não vai desistir. Vamos lá, amigão! Aguenta! – gritava Lukas, enquanto Spark torcia soltando faíscas.

– Pi! Pi! Pi! Chuuu!

Ao ver Lukas e seu amigo Pokémon torcerem por ele, Bolt levantou a cabeça e, com um tremendo esforço, voltou à postura de batalha.

– É isso ai! Muito bem, Bolt, vamos acabar com essa luta agora! Vamos usar o nosso melhor ataque, o Pulso do Dragão!

– Mega Manectric, ataque com Lança-Chamas mais uma vez!

Um enorme dragão voou em direção ao Mega Manectric enquanto este lançava um redemoinho de chamas. Os golpes colidiram, mas as chamas lançadas não foram páreas para o ataque de Bolt – que acertou em cheio o Pokémon adversário e criou uma enorme explosão.

Mega Manectric– Vamos lá, Mega Manectric! – gritou o Sr. Wattson.

A tensão permanecia na arena, mas quando a fumaça baixou havia ali um Manectric em sua forma normal, nocauteado.

– C-como assim? Eu perdi! – soltou o Sr. Wattson, surpreso. – Era para meu Manectric aguentar esse ataque, mas a habilidade especial do Golpe Focado diminuiu sua Defesa Especial!

– Yeaaah! Vencemos, meus amigos! – disse Lukas aos seus Pokémon.

Todos eles pulavam alegremente, enquanto o senhor Wattson elogiava seu Pokémon pela ótima luta e o colocava em sua Pokébola.

– Bolt, você lutou muito bem, amigão – disse Lukas. – Agora volte para a Pokébola até que eu leve você ao Centro Pokémon. Descanse, pois você merece!

– Prrrr!

– Muito bem garoto, bela batalha! – elogiou Sr. Wattson. – Fazia muito tempo que eu não tinha uma batalha tão eletrizante assim. Seus Pokémon confiam e reconhecem sua força como treinador… e eu também.

– Muito obrigado, Sr. Wattson. Seu Manectric é incrível!

– Wahahahaha! Que bom que achou. Ele é o meu parceiro número um. O que você fará agora?

– Antes de seguir para a região de Sinnoh, vou estudar e capturar alguns Pokémon Elétricos de Hoenn para fortalecer meu time. Não quero ser somente o maior treinador de Pokémon Elétrico, mas também o maior especialista desse tipo de Pokémon em todo o mundo! – revelou Lukas, com os olhos brilhando.

– Muito bem, garoto, então vou te ajudar nisso – decidiu Sr. Wattson. – Conheço todos os Pokémon Elétricos de Hoenn. Você será meu convidado de honra, fique em minha casa pelo tempo que for necessário até que esteja pronto.

– Muito obrigado, Sr. Wattson, eu aceito o seu convite. Serei o melhor de todos, você verá!  – disse Lukas, enquanto apertava a mão de seu mais novo amigo. Sr. Wattson apenas ria alto.

E assim, a jornada de Lukas para se tornar o maior treinador de Pokémon Elétricos continua – agora com um tutor para orientá-lo e ajudá-lo em sua jornada na região de Hoenn. Que mais batalhas eletrizantes venham por aí!

 

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Fanfic #4: Uma dura batalha na Liga de Unova

6 de novembro de 2015 Fanfics Novidades

Esta é uma história sem fins lucrativos criada de fã para fã. Todos os personagens relacionados ao universo Pokémon citados no texto são marcas registradas da Nintendo. Saiba mais

Fanfic 4

Por Victor Mauricio Césare Paredes

Será uma dura batalha Pokémon na Liga de Unova. Neste ano o torneio estava bastante diferenciado, pois estavam participando pessoas de todas as regiões. Após várias batalhas muito difíceis, era a primeira vez que John Kanura conseguia participar da etapa final da Liga. Não demorou muito e todos puderam ouvir a narração do juiz:

— Sejam bem-vindos à segunda semifinal da Liga de Unova, onde teremos de um lado John Kanura, da cidade de Pallet, e Han Grey, da cidade de Sunyshore. Cada um terá direito a usar seis Pokémon. O público pelo visto lotou a arena para assistir a essa luta. Será um grande show!

— Vai ser uma honra este duelo Pokémon, Han — disse John para o seu oponente. — Que vença o melhor!

— Sim, nossos méritos nos trouxeram para cá, mas infelizmente apenas um de nós poderá avançar para a grande final — respondeu Han, cordial. — Prepare-se para a batalha, John, pois eu pretendo vencer esta luta!

— E que comece a batalha! — anunciou o juiz. O público foi ao delírio.

SamurottJohn lembrou-se de ter vencido um poderoso Latios nas quartas de finais. Este talvez fosse o torneio com o mais alto nível de todas as Ligas Unova que já existiram. E o nervosismo de John era muito alto, pois ele tinha medo de fracassar. Mas sua garra vontade de ser campeão pela primeira vez era ainda maior.

— Samurott, eu escolho você! — anunciou John.

— Vamos lá, Blastoise! — respondeu Han, jogando sua pokébola. — Use Pulsação de Água!

Samurott recebeu o ataque, mas pareceu resistir bem.

— Samurott, use sua Lâmina de Concha! — ordenou John.

— Blastoise, se proteja dentro da concha!

Blastoise se defendeu bem do golpe de Samurott e depois o atacou com uma Hidrobomba. Samurott sentiu o ataque, mas continuou firme na luta. Então, Samurott usou o mesmo ataque Pulsação de Água que seu adversário usara antes. Blastoise ficou paralisado.

— Muito bem, Samurott! Vamos aproveitar que Blastoise não pode reagir. Use sua Hidrobomba! — ordenou John. O ataque acertou Blastoise em cheio.

— Blastoise está fora de combate. Samurott é o vencedor! — anunciou o juiz.

— Volte, Blastoise. Descanse um pouco, pois você trabalhou duro — disse Han, usando sua pokébola. — Seu Samurott é muito impressionante, John. Conseguiu vencer meu Blastoise!

— Bem, treinamos muito para conseguir chegar até aqui. Não estamos para brincadeira. Mas seu Blastoise também foi bastante impressionante — respondeu John.

Lucario em Smash BrosHan então escolheu Krookodile para a luta. John recuou seu Samurott e anunciou a entrada de Lucario. A torcida na arena parecia bastante dividida entre os dois garotos. O juiz, então, autorizou o início da luta.

— Krookodile, use Atrocidade! — ordenou John.

— Lucario, conteste com Multi Socos!

Os Pokémon se chocaram e ambos sentiram os golpes. A luta seguiu no comando de seus mestres. Lucario, então, tentou usar Palma da Força. Todavia, Krookodile usou Cavar e se escondeu no chão.

— Belo movimento, mas meu Krookodile foi mais rápido — observou Han.

— Vamos ver então quem vai se sair melhor dessa! — respondeu John.

Lucario esperou pela saída de seu oponente do solo. Enquanto isso, John parecia estar numa intensa sintonia com seu Pokémon. Ele detectou uma vibração vindo por trás de Lucario e então disparou um alerta para o seu Pokémon.

— Lucario, atrás de você, à esquerda!

Do solo, surgiu o poderoso Krookodile.

— Use Palma da Força novamente! — ordenou John.

O ataque atingiu Krookodile em cheio. Ele sentiu o golpe e ficou paralisado. John aproveitou a vulnerabilidade do oponente para usar o Pulso do Dragão, mas acabou sendo surpreendido: Krookodile apenas fingia sua paralisia! Então, Han ordenou que seu Pokémon utilizasse o Terremoto. Lucario foi atingido em cheio.

— E agora? Será que Lucario ainda terá forças para continuar lutando? — anunciou o narrador, empolgado. Não demorou muito para ele ter a resposta. — É impressionante! Lucario se levanta e continua de pé, apesar de claramente ter sofrido bastante. Quanto tempo ele ainda aguentará?

— Estou impressionado com seu Lucario — revelou Han. — Mesmo após levar um golpe super efetivo do meu Krookodile ele ainda continua de pé!

— Nós apenas treinamos bastante — respondeu John. — Lucario, use Imitador!

O ataque foi usado em cima do Terremoto de Krookodile, que recebeu o ataque e caiu no chão. A plateia foi ao delírio.

— Krookodile está fora de combate. Lucario é o vencedor! — anunciou o juiz.

Leavanny— Mas que luta incrível tivemos agora! — interveio o narrador, vibrante. — Lucario conseguiu dar a volta por cima e finalizou muito bem a luta. Agora John abre uma vantagem de dois a zero em cima de Han. Como será que ele vai reagir?

— Muito impressionante, John, mas a batalha ainda não acabou. Vai, Leavanny! — anunciou Han.

— Acho que Lucario consegue dar conta — disse John. — Lucario, use Pulso do Dragão!

— Leavanny, mostre sua velocidade usando Evasiva! — ordenou Han.

Leavanny desviou charmosamente dos golpes desferidos por Lucario e, com sua Dança de Espadas, desviou de uma Palma de Força de Lucario, acertando-o posteriormente com seu ataque Lâminas de Folha.

— Lucario, não! — lamentou John. Mas já era tarde demais.

— Lucario está fora de combate. Leavanny é a vencedora! — anunciou o juiz.

— Você fez um excelente trabalho, amigo. Agora volte — disse John ao seu Pokémon enquanto o recolhia numa pokébola. — Sua Leavanny é bastante impressionante, Han. Lucario foi incapaz de acertar sequer um golpe nela. Sua agilidade foi impecável nessa luta.

— Obrigado, John. Você não foi o único que deu duro para estar nas semifinais. Eu avisei que a batalha não havia terminado — respondeu o desafiante de Sunyshore. — Ser o campeão da Liga é algo que não pode ser descrito em palavras. Darei tão duro quanto você e espero conseguir essa vitória para mim. Mas agora é hora de continuar a luta.

Charizard— Tudo bem. Mas eu não vou pegar leve, pois EU quero ser o campeão da liga — replicou John.

— E agora com essa derrota, Han consegue seu primeiro nocaute em um Pokémon de John, deixando a luta em dois a um. Quem será o terceiro Pokémon de John? — questionou o narrador.

— Bem, agora é com você, Charizard! — escolheu John.

— Já conheço seu poderoso Charizard das quartas de final. Esta será uma dura batalha. Volte e descanse um pouco, Leavanny — disse Han, recuando seu Pokémon. — E para esta luta, eu escolho você, Gengar!

— Senhoras e senhores, então esta luta será entre Charizard, um Pokémon de fogo e voador, contra Gengar, um Pokémon fantasma e venenoso! — anunciou o narrador.

— Este Gengar foi um dos principais responsáveis por te deixar nas semifinais — observou o desafiante de Pallet. — Acho que você tem razão… esta será uma dura batalha!

John e Han se cumprimentaram mais uma vez.

— Então vamos à luta! — disseram juntos os dois garotos.

 

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Fanfic #3: Um salvamento lendário

18 de setembro de 2015 Fanfics Novidades

Esta é uma história sem fins lucrativos criada de fã para fã. Todos os personagens relacionados ao universo Pokémon citados no texto são marcas registradas da Nintendo. Saiba mais

fanfic do entei

Por Evandro Xoxim

O simpático velhinho de cabelos brancos estava na frente da lareira em sua sala de estar. O frio era constante naquela região, e era necessário mais do que apenas as roupas de inverno para se aquecer. Seu fiel companheiro, um Flareon tão velho quanto o próprio homem sentado em sua poltrona, dormia em profunda tranquilidade ao lado da lareira. À frente deles, deitados num tapete longo e peludo enquanto brincavam com seus Pokémon, havia também Igor e Samanta, os netos do velho homem. Eles possuíam um Eevee cada um.

FlareonSamanta desejava tornar-se uma mestra Pokémon e competir por todo o mundo nas mais diversas Ligas Pokémon que existiam. Igor, por outro lado, desejava seguir os passos do avô: queria se tornar um líder de ginásio. Todavia, diferentemente do homem que, antes de se aposentar, utilizava Pokémon do tipo Fogo, seu neto queria se tornar um líder de ginásio do tipo Grama — e mal podia esperar o momento de evoluir seu Eevee para um poderoso Leafeon.

Enquanto o velhinho assistia seus dois netos brincarem com seus Pokémon, uma lembrança veio à tona na mente do ex-líder de Ginásio. Ele olhou pela janela e, quase que no mesmo instante, abriu um sorriso enquanto seus olhos brilhavam mais intensamente, refletindo a luz da lua cheia. Ele então resolveu compartilhar a história com seus netos:

— Ei, crianças. Eu já contei para vocês sobre a vez em que eu fui salvo por um Pokémon lendário?

— O QUÊ?!? — surpreenderam-se Igor e Samanta, parando imediatamente o que estavam fazendo e dando atenção total para o avô. — Qual Pokémon? Por que você nunca nos contou isso antes? Por que você não capturou ele? Ele era forte?

A excitação das crianças era demonstrada nas perguntas frenéticas. Elas amavam Pokémon e há sempre um fascínio em conhecer as criaturas lendárias.

Eevee— Calma, calma, me deixem contar a história inteira — disse o velhinho, fazendo sinais com as mãos abertas para que as crianças se acalmassem. Ele tossiu levemente para aquecer a garganta e então começou a narrar. — Bom, tudo começou quando eu estava em Johto. Eu fui visitar meu amigo Pryce, um treinador de Pokémon do tipo Gelo. Após nos encontrarmos e travarmos uma batalha, eu resolvi explorar a região de Johto e talvez capturar alguns Pokémon. Eu fiquei sabendo de uma matilha de Houndours que estava causando problemas em uma cidade vizinha, e achei que seria uma ótima aventura e oportunidade.

— Houndour? Que Pokémon é esse, vovô? — perguntou Igor.

— Dãã… você não sabe de nada, mesmo. Houndour é aquele Pokémon que parece um cão preto, que é tipo Escuridão e também tipo Fogo. Não é verdade, vovô? — dizia Samanta com um nariz empinado.

— Sim, querida, você está certa — disse o velhinho, com a certeza de que sua neta seria uma grande treinadora. — Mas bem, como eu estava dizendo, eu fui atrás dessa matilha de Houndours. Conversando com alguns moradores da cidade, eu descobri que eles estavam roubando comida e atacando treinadores que se aproximassem do local onde eles estavam morando. Resolvi ajudar a cidade e, se tivesse sorte, eu também capturaria um deles. Com algumas indicações, eu segui a trilha até chegar perto da caverna que os moradores tinham me falado. Ela tinha o formato de uma caveira, mas parecia estranhamente vazia. Eu resolvi entrar lá e ver se os Houndours estavam mais ao fundo da caverna.

Houndour— E então, você encontrou o Pokémon Lendário? – perguntou Samanta, eufórica e com um brilho nos olhos enquanto abraçava seu Eevee.  

— Não, ainda não. Conforme eu adentrava a caverna, mais e mais escura ela ia se tornando, até que em determinado ponto, sem que eu pudesse perceber, eu já não enxergava absolutamente nada.

— Mas o que você fez, vovô? — perguntou Igor.

— Fiz o que julguei mais sábio. Eu mandei o Flareon sair de sua pokébola e iluminar o caminho pra mim. Eu percebi que não havia nada na caverna além de rochas. Entretanto, alguns segundos depois eu comecei a ouvir rosnados e barulhos se aproximando. Eram os Houndours e eles pareciam irritados por ter um invasor em sua caverna.

— Caramba, vovô! E aí? — perguntaram ambos os netos. Desta vez, até mesmo os Eevees prestavam atenção somente no ex-líder de ginásio.

— Então, eu e o Flareon saímos correndo na direção oposta dos Houndours, entrando cada vez mais fundo na caverna. Mas, como tudo que começa tem um fim, a caverna também acabou. Conforme avançávamos, víamos uma luz alguns metros à frente. Nós corremos mais depressa e, quando finalmente encontramos a saída na parte oposta, a nossa luz no fim do túnel se revelou em uma longa queda. A saída da caverna era na verdade um cânion onde haviam várias árvores na parte de baixo.

— Puxa vida! E aí, vovô, o que aconteceu? — gritavam as crianças.

— Eeeevee, Eee!… — gritavam os Eevees.

— E aí… nós caímos. Foi um susto gigantesco — o velhinho mexia as mãos e simulava uma queda em ar livre. — Eu fiz tudo o que eu podia: peguei rapidamente a minha pokébola e consegui retornar o Flareon para ela, antes que ele se machucasse também. Afinal, você deve sempre se preocupar e cuidar dos seus amigos.

Igor e Samanta olharam para seus Pokémon e os abraçaram fortemente. Tal como o avô, eles sabiam que seus Pokémon eram seus melhores amigos e sempre estariam lá para ajudá-los — seja para torná-los mestres ou líderes de ginásio, seja apenas para diverti-los e sanar a tristeza.

— E você se machucou, vovô? – perguntou Igor.

Beedrill— Sim. Na queda eu acabei quebrando o pé esquerdo, mas o pior não foi isso — falava o velho com o dedo indicador da mão direita levantado. — O pior não foi como eu caí, e sim onde eu caí: num ninho de Beedrills! E, se tem algo que vocês devem saber nas jornadas que estão por vir, é que as Beedrills podem ser assustadoras, ainda mais quando você invade o ninho delas.

— Ahhhh! Elas te atacaram, vovô? — perguntavam as crianças, fazendo caretas e imaginando as dores das picadas.

— Bom, digamos que… elas tentaram — disse ele, com um sorriso no rosto. — Elas vieram para cima de mim tão rápido que eu não tive nem tempo de reagir e entrar em batalha. Não que isso fosse ajudar, pois tinham tantas Beedrills que acho que nem mesmo o Flareon daria conta.

— Mesmo o Flareon tendo ataques do tipo Fogo, que levam vantagem contra Pokémon do tipo Inseto, vovô? — perguntou Samanta, apenas para provocar e mostrar que entendia mais sobre Pokémon do que seu irmão.

— Mesmo assim, querida. Eram muitos Beedrills, tantos que eu nem mesmo poderia contar.

— E é agora que o Pokémon Lendário aparece? — perguntou Igor, retomando a parte interessante da história.

— Sim. No momento em que as Beedrills avançaram para me atacar e estavam bem próximas, eu escutei um rugido. Mas não era apenas um rugido, era algo poderoso, um grito de poder, um comando. Quando eu me virei… lá estava ele. Ele era lindo e majestoso. Sobre as quatro patas ele se mostrava imponente. O seu pelo longo dançava conforme o vento soprava, aumentando ainda mais a imponência daquele Pokémon.

— E que Pokémon era, vovô? Que Pokémon? — perguntavam os netos, extremamente animados.

— Era um Entei. Um dos três cães lendários da região de Johto — revelava o velho, com um sorriso enquanto observava a lareira, recordando de Entei em cada brasa que crepitava.

— E o que ele fez, vovô? — perguntou Igor.

— Após o rugido, as Beedrills hesitaram. Acho que elas também estavam admirando a beleza e presença do Entei. Ainda assim, depois de alguns segundos, elas tentaram me atacar de novo, e foi quando o Entei soltou um poderoso golpe. Como se fosse uma chama sagrada, o golpe fez com que as Beedrills fugissem imediatamente. Apesar disso, ele não pareceu ter ferido gravemente nenhuma delas. Era um Pokémon poderosíssimo, mas também muito bondoso com os outros Pokémon. Eu fiquei de boca aberta, assistindo tudo aquilo e pensando o quanto os Pokémon do tipo Fogo eram poderosos.

— E o que aconteceu depois, vovô? Você não tentou capturar ele? — questionou Samanta.

Entei— Não — respondeu o velho. — Eu jamais poderia tirar a liberdade dele. Mas por alguma razão eu sabia que, daquele instante em diante, sempre que eu precisasse, o Entei estaria ao meu lado para me ajudar. Ele olhava no fundo dos meus olhos e era como se ele dissesse: “está tudo bem agora”. Ele me carregou até a cidade próxima e me deixou no hospital. Daquele dia em diante, eu e o Entei nos tornamos bons amigos e eu decidi que viraria um treinador de Pokémon do tipo Fogo.

— Uaaaaaauuuuu, vovô! — gritavam as crianças, admiradas. — Você não tem outra história das suas jornadas para nos contar, vovô? Hein, hein?

— É claro que tenho, meus netos. Mas não hoje, pois já passou da hora de vocês irem para a cama.

— Ahhhhh, mas nós não queremos ir para a cama, vovô! — disse Samanta.

— É, queremos saber mais sobre suas aventuras e sobre o Entei — completou Igor, com uma cara tristonha.

— Desculpem, meus queridos. Mas como eu disse, está na hora de vocês irem para a cama. Outra hora eu contarei mais histórias e, além do mais, um dia vocês terão suas próprias aventuras no maravilhoso mundo Pokémon!

O velho se levantou e acompanhou seus netos até o quarto. Ele colocou Samanta e Igor em suas respectivas camas junto com seus Eevees. Antes de sair dali e fechar a porta, deu um beijo de boa noite e os aconchegou nos cobertores. Caminhou novamente para a sala, onde a lareira ainda iluminava o local e seu fiel companheiro Flareon dormia tranquilo.

Aproximou-se da janela e olhou para a paisagem noturna. À frente da belíssima lua cheia, havia a sombra de um Pokémon: ela tinha o formato de um grande cão e, pela maneira que o vento soprava, era possível notar que ele possuía muitos pelos. O velho sorriu e, num rápido movimento, a sombra desapareceu.

— Obrigado, Entei. Está tudo bem agora — repetiu o homem para si.

 

***

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Fanfic #2: O brilho da evolução ao luar

4 de setembro de 2015 Fanfics Novidades

Esta é uma história sem fins lucrativos criada de fã para fã. Todos os personagens relacionados ao universo Pokémon citados no texto são marcas registradas da Nintendo. Saiba mais

fanfic eevee

Por Erivelton Freitas

Seus olhos miravam insistentes o brilho platinado da lua cheia naquela quente noite de verão. As íris acastanhadas refletiam em seu interior a luminescência vinda do imponente astro sobre si. A noite estava mais estrelada do que de costume, e ele poderia jurar que já havia visto pelo menos uma ou duas estrelas cadentes.

Sempre que tinha tal impressão, ele fechava os olhos, desejando poder se tornar um treinador melhor do que já era — tendo em vista seus últimos e frustrantes fracassos em batalhas Pokémon que tivera por aqueles dias, colocando não somente a saúde e bem-estar de seu Pokémon em risco, como suas próprias habilidades em xeque.

Um suspiro cansado emergiu de seus lábios como um bafejo. Sentia-se exausto, derrotado — e sua confiança em seu talento, antes tido como nato, já não era mais tão notável por seus amigos e pessoas próximas como costumava ser antigamente. Talvez estivesse perdendo o dom, ou fazendo algo de errado que ele mesmo ainda não havia notado.

Contudo, seja qual fosse a origem do problema, ele teria que encontrá-la e dar um jeito de resolvê-la o mais rápido possível. Não para satisfazer seu ego em crise, mas sim para proteger o seu amado Pokémon, que esperava fielmente por cada um de seus comandos quando enfrentava um adversário — e a cada movimento ordenado de forma errada, era o mesmo que levava todo o prejuízo.  

Fechou os punhos e crispou o cenho ao sentir a raiva que lhe tomava o ser, não somente por ver seu Pokémon sendo derrotado, mas por ter que levá-lo ao Centro Pokémon o mais rápido possível, temeroso pelos seus ferimentos e estado de saúde. Era de lá que havia chegado há pouco, antes de sua mãe lhe mandar tomar um banho e trocar as roupas sujas enquanto aguardava o jantar.

Um brilho lacrimoso podia ser notado em seus olhos naquele instante, enquanto ainda se punia severamente em seu interior pelos acontecimentos recentes. Não havia muito o que se fazer — e a culpa ardendo em seu peito, fazendo seu coração palpitar mais forte, lhe fez abaixar a cabeça, deixando que farta franja de fios castanhos lhe cobrisse parcialmente o rosto. Foi somente nesse instante que deixou que as lágrimas rolassem pela pele alva de suas bochechas.

Ele não soube quanto tempo ficou ali, se deixando tomar por aqueles sentimentos negativos, tendo como testemunhas de sua dor somente o gélido vento noturno e a imensidão escura da noite estrelada, mas logo pequenos e sutis passos vindos em sua direção puderam ser ouvidos por ele. Ao perceber essa aproximação, limpou rapidamente os olhos e o rosto com as costas do braço. Seja quem for que estivesse vindo em sua direção, ele não permitiria que o visse da forma em que estava.

EeveeTerminado, olhou para o lado no intuito de conferir quem é que havia chegado, e ainda com os olhos marejados e a face ruborizada, ele notou a chegada de seu Pokémon. Os olhos negros como a própria noite, a expressão serena e gentil que ele sustentava. O pelo marrom e branco que era tão típico dele e as orelhas prontamente erguidas, como se tentassem ouvir melhor o que estava acontecendo. Ali estava o seu pequeno e amado Eevee, o Pokémon que não era somente o seu parceiro de todas as horas e companheiro em suas aventuras: era também o seu melhor amigo. Mesmo que ainda estivesse um pouco abatido, ele se permitiu sorrir um pouco ao notar a presença do outro ali consigo.

Estendeu o braço, como num chamado mudo para que seu fiel amigo se juntasse a ele naquela varanda, onde poderiam continuar apreciando os sons e as cores da penumbra noturna. Eevee, embora desconfiado e um tanto receoso devido ao estado em que havia encontrado o seu treinador, correu sem pensar duas vezes para o braço do rapaz, subindo em suas coxas e assim deixando-se acariciar pelo toque gentil de seu dono.  

— Eevee… — começou, chamando a atenção do Pokémon e buscando em seu íntimo pelas palavras certas para usar. — Eu sinto muito por tudo… Foi minha culpa você ter se machucado hoje… Eu fui um treinador descuidado e por isso você se feriu. Me perdoe!

Não aguentou, começando a derramar-se em prantos novamente — e agora as lágrimas escorriam com muito mais abrangência pela pele clara, caindo como pequenas gotas de chuva a molhar o pelo sedoso do Pokémon. Eeveesomente o observava, sem se mover ou pronunciar absolutamente nenhum ruído sequer.

— Minha determinação e ambição por vencer te colocou naquela situação. Eu estava cego e nervoso, e tudo o que eu queria era a vitória, pois eu desejava aquilo. Eu acabei então negligenciando o que deveria ser o mais importante pra mim, o que realmente deveria vir em primeiro lugar… — ergueu o semblante, mirando o Pokémon em seu colo ainda com os olhos transbordando lágrimas e com a visão desfocada devido às mesmas. — Você!

Ao declarar isso, finalmente sorriu. Eevee sentiu-se feliz e animado ao ouvir aquilo. Sua cauda movia-se freneticamente de um lado para o outro, conforme um forte sentimento de alegria crescia dentro de seu interior e fazia pulsar mais fortemente o seu pequeno e inocente coração.  

O Pokémon então levantou-se num pulo e saltou sobre o tórax de seu treinador, lambendo sem hesitar as lágrimas que ainda corriam pelo seu rosto. O rapaz apenas ria com o carinho não calculado de seu amigo e o abraçou delicadamente, sentindo a maciez do pelo, o calor do corpo de seu bichinho e as amigáveis lambidas que lhe faziam cócegas próximas ao queixo.  

A lua ainda brilhava imponente no céu por aquela noite e seus raios caíam por sobre a terra, varrendo as florestas e planícies com o brilho prateado que deixava toda a visão do ambiente mais iluminada e nítida, mesmo na dominância da escuridão.

Esses mesmos raios de luar também iluminavam a varanda onde aquele garoto e seu Pokémon renovavam seus fotos de confiança e amizade, fortalecendo assim o elo que os unia.  

De repente, um forte brilho começou a emanar de Eevee, o que não passou despercebido pelo seu treinador. O garoto viu incrédulo a luz branca ao redor de seu Pokémon começar a ganhar intensidade até se tornar quase cegante, a ponto de fazê-lo fechar os olhos por não suportar vê-la com tal proximidade. Ele conseguia sentir rente ao seu corpo o calor que aquela luz emanava, e também sentia seu Pokémon começar a crescer, como se o tamanho e a forma dele estivessem sendo alterados pela força daquela luz tão intensa como o próprio luar.  

UmbreonLogo ela se findou e, ao abrir os olhos para ver o que ocorria, a surpresa de ver diante de si um Pokémon totalmente diferente do seu Eevee o abateu de imediato. Os olhos agora eram vermelhos como duas pedras de rubi. O pelo, antes abundante e farto, agora era curto e quase imperceptível ao toque. Os tons de branco e marrom deram lugar a um tom de preto extremamente escuro, com vários anéis dourados que se estendiam por todo o corpo daquele novo Pokémon — que, embora tivesse uma forma diferente, não deixara de ter a alma e o coração de seu velho e conhecido amigo.   

— Eevee… Eu… — o sorriso alargava-se em seu rosto conforme constatava o que realmente havia ocorrido. — Você evoluiu para Umbreon. Não acredito, você evoluiu mesmo! — ditava mais para si mesmo do que para o próprio Pokémon, que permanecia à encará-lo alegre, com a cauda, agora mais curta, ainda balançando de um lado para o outro.

O Pokémon grunhiu um som parecido com a denominação que lhe davam, e recebeu então mais um abraço.   

— Umbreon, eu prometo que sempre vou te colocar em primeiro lugar a partir de hoje. Nunca mais vou deixar você se machucar! Te prometo também que treinarei arduamente para melhorar minhas estratégias e impedir que você perca — dizia ele com bastante empolgação e euforia, sentimento esse que era mútuo para o recém-evoluído Pokémon.

Ouviu sua mãe chamá-lo para o jantar que já estava servido e, terminando de enxugar as últimas lágrimas em seu rosto, correu para dentro da casa acompanhado de Umbreon, pois estava ansioso para mostrar seu novo/velho amigo para todos.

 

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