junho 14, 2019 -

Olá, pessoal!

 

Meu nome é Jhonattan Nascimento, mais conhecido como Jhon. Comecei a jogar Pokémon apenas em 2017, mas consegui em pouco tempo acumular a experiência de jogar todos os níveis dos torneios de Pokémon, das Ligas casuais em lojas até o Mundial, e hoje vamos falar um pouco sobre o último e maior torneio Regional da temporada 2018/2019 do Brasil, o Regional de São Paulo, que aconteceu nos dias 18 e 19 de maio!

 

 

Desde que comecei a jogar, os torneios de Pokémon têm aumentado em muito seu número de jogadores. Em 2017 tivemos o primeiro Pokémon International Latin América, (meu torneio de estreia) que contou com cerca de 600 jogadores na categoria Master. Agora, em 2019, o Regional de São Paulo quase atingiu este número, chegando a 501 jogadores apenas na categoria Master, passando dos 600 no total. Não será surpresa se, em campeonatos futuros, tivermos ainda mais jogadores em todas as categorias.

Além de gigantesco, o Regional de São Paulo também contava com um fator muito interessante: a estreia da coleção recém-lançada Sol & Lua 10 – Elos Inquebráveis! O primeiro final de semana em que a coleção tornou-se válida era justamente o fim de semana do Regional, então não havia outro torneio ocidental para se tomar como base, o que torna o campeonato extremamente imprevisível e interessante. Nossas únicas referências vinham do oriente, onde o Pokémon TCG possui uma interpretação e mindset competitivo muito diferente do nosso.

 

 

De qualquer forma, a nova coleção causou um impacto muito grande no metagame oriental e, consequentemente, o mesmo aconteceria aqui. Algumas cartas chamaram a atenção de todos, como o fan favorite Reshiram & Charizard – GX, além de todo o suporte que os Pokémon de fogo teriam por meio das cartas Soldadora, Cristal de Fogo, Salazzle, entre outras.

No momento da preparação para o torneio, é muito importante analisar o maior número de possibilidades que uma nova coleção pode trazer, tentar prever o que será mais usado, como combater os decks do oponente e montar bem seu baralho para lidar com possíveis surpresas. Eu sei, parece complicado, e é mesmo, mas a diversão do jogo parte deste ponto, análise, previsão e montagem dos decks. Talvez por isso os times de Pokémon tenham se tornado tão populares no Brasil, pois é muito mais produtivo compartilhar ideias e debater com seus amigos as possíveis estratégias.

 

 

Dito isso, em preparação para o Regional, passei semanas conversando e discutindo com minha equipe, os Krakens, para chegarmos a algumas conclusões sobre o que esperar em um torneio de mais de 500 pessoas. Cerca de uma ou duas semanas antes, decidimos quais decks cada um usaria no torneio, e o próximo passo seria aperfeiçoar as listas e treinar o máximo possível. Por motivos de trabalho, não consegui treinar tanto quanto gostaria, mas o suficiente para me dar confiança para o torneio. Acabei escolhendo o deck de Weezing, pois acreditava que muita gente não apostaria nele, e consequentemente não estaria preparada para enfrentá-lo. A escolha foi influenciada pelo meu amigo e companheiro de equipe Thiago Giovannetti e, mesmo não sendo meu estilo de deck (eu prefiro decks agressivos e de nocautes consecutivos) confiei na visão dele, que é um jogador muito mais experiente do que eu. Além disso, construí e pratiquei com o deck a ponto de roteirizar as partidas que eu acreditava serem as mais frequentes durante o campeonato, principalmente contra os Pokémon Aliados recém-lançados.

 

 

O torneio foi extremamente competitivo e divertido. Encontrei algumas pessoas que não via havia algum tempo, além da companhia dos meus amigos, que sempre estão participando dos eventos pelo Brasil. Comecei o torneio muito bem, porém sofri uma punição por esquecer de escrever uma carta na minha decklist. Isso me desanimou bastante, pois além de ter que jogar com uma lista menos eficiente, pensei que esta punição pudesse pôr em risco todo meu torneio. De qualquer maneira, continuei jogando as 9 rodadas do primeiro dia e, depois de enfrentar partidas dificílimas, como Whimsicott e Zoroark, consegui avançar para o segundo dia. Junto comigo, outros dois companheiros de equipe também se classificaram.

Disputei o segundo dia ainda mais confiante que no primeiro. Tive sorte de enfrentar alguns decks favoráveis, como Reshiram & Charizard-GX, partida esta que não aconteceu no primeiro dia, o que teria facilitado muito minha vida. Por fim, acabei batendo de frente contra um Zoroark que tinha mais de 5 cartas específicas para derrotar meu baralho, o que me tirou a chance do top 8. Finalizei o torneio com o score de 8-2-4, 18º lugar, levando 60 CPs, duas boxes da coleção Elos Inquebráveis e 250 dólares.

 

Jhonattan Nascimento

 

Já fazia algum tempo desde meu último campeonato grande, então o sentimento de satisfação foi enorme. Toda a trajetória do torneio só me mostrou que treinamento, planejamento, dedicação e um pouquinho de sorte podem te levar longe, e são os pequenos detalhes que decidem aqueles que avançam e os que não.

 

Se existe algo que aprendi com este torneio é que a preparação é fator fundamental para o sucesso. Se você almeja bons resultados, deve buscar os meios para atingi-los, estudar bastante o jogo, suas variáveis e praticar. Afinal, todos nós queremos ser “the very best, like no one ever was”!

Um forte abraço a todos! E até a próxima!

 

Artigo Produzido por Jhonattan Nascimento

Jhonattan

 

 

 

 

 

 

 

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