agosto 27, 2019 -

Olá, jogadores e colecionadores de Pokémon TCG, eu sou Lucas Henrique de Araújo Pereira, jogador de Pokémon TCG e hoje trago o meu report do último campeonato da temporada de Pokémon de 2018/2019, o Campeonato Mundial de Pokémon TCG. Como a maioria de vocês sabem este torneio deu encerramento a última temporada, mas também definiu o meta game para a próxima.

Neste report vou descrever um pouco sobre o deck que usei e as partidas que fiz para terminar na 17° colocação (top 32) do Worlds Championship 2019. Tentarei contar momentos chaves de cada partida, além de dar algumas dicas sobre como jogá-las. O deck também foi desenvolvido e jogado por Gustavo Wada que acabou na 15° colocação (top 16).

A escolha de deck para este torneio foi extremamente complicada pois havia uma nova expansão e uma rotação que acabaram com todo o meta-game que estava consolidado até o “North America International Championship” de 2019. A única certeza era de que Zoroark-GX não ganharia desta vez.

Após semanas de treinos, chegamos à conclusão de que Pikachu & Zekrom-GX era o deck com maior potencial neste novo formato pois o deck era muito consistente, extremamente rápido, flexível e agressivo. A lista segue abaixo (imagem e tabela). Ela foi pensada         para ter uma boa partida contra as variantes de Malamar, Spiritomb, ability-Reshizard e Blacephalon. Ao mesmo tempo o deck tinha dificuldade contra os decks de Green-Reshizard e Gardevoir & Sylveon-GX. Sabíamos que o deck de ability-Reshizard era superior a versão de Green-Reshizard e ambas as versões de Reshzard tinham vitórias automáticas (partidas extremamente favoráveis) contra o deck de Gardevoir & Sylveon-GX. Todos esses motivos nos fizeram acreditar na nossa escolha de deck.

O Campeonato Mundial de 2019 teve 7 rodadas no suíço e um top 8 composto pelos oito melhores colocados após essas. Devido ao número de jogadores, eram necessários pelo menos 16 pontos (5 vitórias e 1 empate) para poder classificar-se no top 8.

Vale lembrar que o Campeonato Mundial tem duas fases. A primeira fase é o Day 1, onde os jogadores que alcançaram a pontuação mínima de classificação (250 CP’s para jogadores da América Latina) disputam uma vaga para a segunda fase, o Day 2. Os jogadores nos top rankings de cada região estão classificados para a segunda fase sem a necessidade de passar pelo Day 1. Este report é sobre o torneio no seu Day 2.

Na primeira rodada, enfrentei o inglês Luke Kirkham jogando uma variação de Spiritomb com Ultracriatura. A partida foi tranquila ao meu favor, graças às Hoopa’s, Zapdos e Mew consegui manter uma boa troca de prêmios. Estando sempre à frente nos prêmios, pois o deck do meu oponente tinha dificuldades em lidar com as Hoopa’s no inicio da partida (130 de PV é muito alto para o Spiritomb nos turnos 1 e 2). Abrir o torneio com uma vitoria é sempre bom!

Rodada 2: fui pareado contra o francês Fabien Pujol que jogava o deck de ability-Reshzard. O segredo desta partida é fazer pressão no turno 1 com o Pikachu & Zekrom-GX, assim você energiza um segundo Pokémon Aliado na sua mesa e coloca 150 de dano na mesa do adversário. O que tornara a troca de prêmios ao seu favor. Após uma melhor de três apertada, o deck fez o que se propunha a fazer e consegui mais uma vitória.

Na rodada 3, o oponente foi o japonês Kosuke Hibino que jogou o deck de Malamar/Ultra Necrozma. Jogando apenas de Hoopa, Zapdos e Lysandre Labs no começo da partida, o deck é capaz de abrir uma vantagem interessante, e assim consegui a vitória facilmente. O segundo jogo foi um daqueles em que tudo deu errado, tinha um campo com 6 Pokémon-GX, e meu oponente conseguiu montar uma Giratina no turno 2. Demorei muito tempo pra desistir da partida dois o que implicou num empate que mais parecia uma derrota pois o jogo três eu tinha todo o controle da partida.

Rodada 4: O oponente era o americano Blaine Hill que jogava o deck de Green-Reshizard. Os dois jogos foram muito rápidos, cerca de 15 minutos no total. Com o Tapu Koko Prisma nos prêmio nas duas partidas, eu não pude em nenhum dos jogos atacar no meu turno 1. Uma partida que já era ruim ficou ainda pior (dica: quando você enfrenta o deck de Green-Reshizard jogando Pikachu & Zekrom-GX, você precisa atacar no turno 1 e quebrar a primeira Green do seu oponente com o “Carimbo de Recomposição”).  Conclusão: derrota.

Rodada 5: Fui pareado contra o americano Tristan Lackey que jogava uma versão de Pikachu & Zekrom-GX sem Jirachi’s. Neste jogo, os Jirachi’s mostraram um papel fundamental para atacar com o Pikachu & Zekrom-GX no turno 1. Graças a este Pokémon, você consegue mais facilmente “montar as peças do quebra cabeça” para conseguir atacar no primeiro turno. Vitória tranquila que me devolveram as esperanças do top 8 (Dica: O ataque GX do Raichu & Raichu de Alola-GX é mais interessante nessa partida, pois permite nocautear um Pokémon ALIADO sem a necessidade de “Eletropoderes”).

Rodada 6: O adversário era o americano Daniel Altavilla que jogava o deck de Oranguru/Pidgey. Um deck de controle que era total novidade neste torneio. Este deck tinha a estranha habilidade de poder ganhar e perder para qualquer outro deck, dependendo apenas da capacidade do adversário de gerenciar seus recursos da melhor maneira possível. Sua estratégia de vitória era fazer muitos “martelos esmagadores” durante toda a partida e deixar o adversário sem energias para finalizar o jogo. Nesta partida, o ataque GX da Zeraora-GX foi a minha salvação, pois permitiu-me religar 5 energias do meu descarte aos meus Pokémon. Foram duas partidas longas que duraram 50 minutos mas no final saí com a vitória. (Dica: Use suas “substituições” com sabedoria e não coloque Pokémon desnecessários na mesa (Hoopa, Mew, Raichi & Raichu de Alola-GX).

Rodada 7: “Win-and-in” (Ganhar e estar dentro do Top 8), uma situação complicada de se estar pois, se você ganha avança ao top 8, mas se você perde pode até mesmo sair do grupo dos 16 primeiros colocados. Neste momento havia três brasileiros na “win-and-in”: eu, Gustavo Wada e Otavio Goveia. Estávamos confiantes de que alguém iria passar. Meu adversário foi o japonês Hideke Sano que jogava o deck de Gardevoir & Sylveon-GX. Uma partida impossível se seu oponente começa o jogo com duas Gardevoir & Sylveon-GX em campo e liga um “Pingente de Fada Elétrico” a cada uma delas. O Pingente de Fada Elétrico previne todo o dano de ataques de Pokémon elétricos GX ao Pokémon fada ao qual este está ligado. Sua única esperança é ter sorte de seu oponente não quebrar seus estádios “Laboratório de Lysandre” assim que eles forem baixados. Como isso não ocorreu nestas partidas, o resultado foi uma derrota que jogou para longe de mim o Top 8.

Após todas estas partidas, eu não consegui me arrepender de nenhuma carta do deck. Achei a lista muito forte e pretendo continuar utilizando-a em outros torneios (no SPE de Campinas?! Talvez).

Gostaria de deixar todos meus agradecimentos aos meus colegas de treinos do Team Playground Andressa Nakahata e Gustavo Wada. E agradecer à Playground por todo suporte durante o torneio.

 

Escrito por Lucas Henrique de Araújo Pereira, jogador de Pokémon TCG que tem o objetivo de tornar o jogo cada vez mais conhecido no Brasil. Graduado em Engenharia Eletrônica pela École d’Ingénieur PHELMA – France

 

 

00

 

 

Tag: , , , , , ,