novembro 1, 2017 -

Olá, Treinadores!

Sabemos que a jornada no TCG é longa e repleta de desafios, mas não é todos os dias em que temos a oportunidade de conhecê-los mais de perto.

E desta vez, tivemos a chance de saber um pouco mais sobre o nosso atual vencedor na categoria Senior, Leandro Fernandes Almeida, cuja história de união e carinho com seu pai, Rodrigo, que é de encher os olhos.

Confira abaixo primeiro o report do Leandro e, a seguir, o relato de seu pai, sobre como Pokémon mudou a relação de ambos:

 


Report do Leandro

Olá galera do Pokemón TCG!

Meu nome é Leandro Fernandes Almeida, conhecido como Leandrinho. Moro em São Paulo e jogo Pokémon desde fevereiro de 2016.

No final de semana de 14 e 15 de outubro, jogando pela categoria Senior, conquistei o Regional de Belo Horizonte, até o momento, o torneio mais importante da temporada 2017/2018 na América Latina, o que me garantiu 200 CPs para o Mundial de Pokémon.

Em razão disso, gostaria de compartilhar com a comunidade Pokémon o meu histórico dessa primeira parte da temporada, que praticamente se encerrou com o Regional de Belo Horizonte que, ao todo, contou com mais de 260 jogadores.

Na última temporada, infelizmente, não conquistei a vaga para o Mundial, o que me deixou bastante triste – porém, também serviu para eu pensar nos muitos erros que cometi, para que não voltasse a repetí-los.

Por isso, desde o momento em que a Pokémon divulgou a rotação da temporada 2017/2018, as cartas da coleção Sol e Lua – Sombras Ardentes, bem como as informações a respeito do sistema de pontuação, comecei, juntamente com o meu pai, a planejar como conseguiria alcançar os sonhados 250 CPs.

Dessa maneira, como a temporada é dividida em trimestres, tracei como meta a conquista de dois Top 4 nos League Cups de cada trimestre, o que poderia garantir os pontos necessários ao meu objetivo. Além de disputar o maior número de torneios, não apenas para garantir os CPs, também daria para conhecer os decks do meta e acompanhar como cada um dos players da categoria vinha jogando.

Em seguida, comecei a organizar as minhas pastas de cartas, excluindo aquelas da rotação antiga e, é claro, tão logo lançados os primeiros Leagues Challenges da temporada, ainda com as cartas da rotação antiga, já comecei a buscar os meus CPs.

Paralelo aos torneios da temporada, sempre que possível, ia jogar na loja Bazar de Bagdá às quartas e sextas-feiras, já que lá organizam um torneio mensal que tem participação ativa de jogadores do competitivo. Procurei montar e treinar com os decks no modo online (nesse ponto agradeço ao Wadynton David que me ajudou com as cartas) e assisti muitos vídeos no Youtube. Aqui, menciono os canais PlusPower, do Alex Silva, o Tablemon, do Pablo Meza, o Poke Paradise, do Felipe Ponce, o TiuSam, Ricardo Toddy, entre outros.

Com a realização do Mundial em Anaheim e o início da rotação atual, era hora de escolher o(s) deck(s) com que jogaria. Desde o início, optei pelos decks de Gardevoir-GX e Drampa/Garbodor, que são bastante fortes e consistentes. Assim, ora jogava com um, ora jogava com o outro, procurando ajustar uma ou outra carta do deck, conforme eram postadas listas e baixados vídeos na internet, para que eu pudesse testar todas essas variantes.

Assim, por exemplo, no Torneio Trip Regional, realizado na loja Epic, acrescentei 1 Sylveon-GX no deck de Gardevoir, o que me garantiu o 2º lugar na categoria Senior. Até então, a maioria dos players ainda vinham jogando com a Diancie.

Depois disso, vendo outras listas de regionais realizados nos Estados Unidos e Europa, acrescentei a 2ª Brigette no deck, o que garantia um bom início e vantagem nas partidas, já que tinha condições de montar rapidamente 2 ou 3 Gardevoirs na mesa e usar sua habilidade Quicada Secreta (Secret Spring) para energizá-la rapidamente e garantir vitória nas partidas.

Iniciado o ciclo dos League Cups – Autumn Season, já treinado e confiante com os decks, depois de jogar 8 torneios ao todo, consegui um 2° lugar em Ribeirão Preto/SP e um 3° lugar em Blumenau/SC, sempre de Gardevoir, alcançando 72 CPs. E, o mais importante, atingindo a meta traçada.

Agora, restavam poucos dias para o Regional, mas ainda assim estava preocupado, pois em vários torneios tive o azar de cruzar com decks de Metagross, o que prejudicou bastante os meus resultados. Fora isso, estava com dificuldade nas mirrors matches.

E aqui, fez toda a diferença jogar vários torneios e conhecer os jogadores, pois quando divulgada a lista de inscritos no regional, já tive uma ideia de quantos possíveis bad matchs e mirrors poderia encarar.

Na quarta-feira joguei com o Vinicius Menor, o Gabriel Semedo e a Nathália Fernandes, todos usando Gardevoir, aproveitando cada dica que eles passavam, cada comentário realizado na mesa, pois sabia que deveria estar muito preparado para as partidas do regional e, especialmente, tomar decisões rápidas e corretas durante as partidas.

Na quinta-feira durante o dia, treinei com o deck até que, em certo momento, o Vinicius Menor me mandou uma lista do Espeon/Garbodor que havia sido feita com o Gabriel Modesto, e montei o deck quando cheguei em casa.

Já na sexta, dia da minha viagem para Belo Horizonte, treinei um pouco com o deck Espeon/Garbodor, inclusive contra Gardevoir, e gostei muito, pois ele rodava bem, não me deixando na mão em nenhum turno. O fato de eu ter jogado várias partidas de Drampa/Garbodor durante a temporada facilitou um pouco a adaptação, necessitando, agora, um ajuste fino, para melhor aproveitar o potencial do deck, pois nessa altura do campeonato, o Espeon havia me seduzido e me feito abandonar a Gardevoir.

Chegado o dia do torneio, onde havia 36 jogadores na categoria Senior, com a necessidade de disputar seis rodadas do suíço, já sabia que poderia, no máximo, perder uma ou duas partidas para tentar fazer o top 8. Naquela altura do campeonato, isso seria uma enorme conquista, considerando que havia muitos jogadores qualificados e que haviam feito resultados melhores dos que os meus durante os Leagues Cups e durante a temporada passada.

Iniciado o torneio, consegui vencer as duas primeiras rodadas (Zion e Renan Togashi, que, pela ordem, jogavam de Drampa/Garbodor e Ho-oH Salazzle) e tive um empate na rodada 3 (Ricardo Filho, que jogava de Gardevoir). Então veio a 4ª rodada, onde jogando a mirror contra o Henrick Martins, perdi a partida.

Nessa altura da competição, já sabia que não poderia mais perder nenhuma rodada, o que me deixou um pouco apreensivo, especialmente porque em alguns torneios da temporada também havia ocorrido essa situação de iniciar bem o suíço, mas nas rodadas finais, devido a queda do meu rendimento e por ter jogado com oponentes mais qualificados, ter ficado de fora de tops.

Então vieram a 5ª e a 6ª rodada, em que ganhei do Flávio Henriques e Felipe Beraldo, que jogavam de Volcanion e Gardevoir, respectivamente, o que me garantiu acesso a top (4ª colocação no geral).

Esse resultado, para mim, já era uma realização fantástica. Agora, era hora de entregar o deck para o staff do torneio e ir descansar o máximo possível.

Domingo cheguei cedo no local do evento e com a ajuda do Murilo Mercadante consegui montar o deck e treinar por alguns minutos.

Então, depois de quase uma hora de jogo, muito difícil por sinal, consegui vencer o Thiago Rocha, que jogava de Drampa/Garbodor.

Na disputa do Top 4, descobri que teria que jogar novamente contra o Henrick, o que não seria uma tarefa fácil, pois nas poucas vezes que havia jogado contra ele na temporada, sempre havia perdido.

Mas, dessa vez, a sorte sorriu para mim e, literalmente, ganhei a terceira match no dado, conquistado a improvável vaga na final.

Era chegada a final, onde jogaria contra o Volcanion do Gustavo Felizberto, um oponente que estava muito bem treinado e que havia feito excelentes resultados nos Leagues Cups e que, acima de tudo, durante o torneio havia vencido vários decks que usavam Garbodor.

Apesar disso tudo, não me abalei, até porque havia ganho a match que havia jogado contra Volcanion e também já estava mais do que no lucro com a chegada à final.

Então, depois de três duríssimas partidas, consegui vencer o torneio e levar mais 200 CPs para casa, que somados aos 72 CPs dos Leagues Cups, já me garantiram uma vaga no Mundial de 2018!

Com o objetivo alcançado, agora minha atenção está voltada para Londres, onde irei disputar o European International Championships, entre os dias 17 e 19 de novembro.

Essa será minha primeira experiência em torneios fora do Brasil e espero fazer uma boa campanha. Até lá, precisarei treinar bastante, especialmente porque já estarão valendo as cartas das coleções Invasão Carmim e Lendas Luminescentes, o que, certamente, causará a mudança do meta.

Por fim, quero agradecer aos meus pais pelo apoio, aos meus oponentes, aos PokePais, que abdicam de vários finais de semana para nos acompanhar em torneios, à toda comunidade Pokémon, ao Mr. Demian que me ajudou com a tradução do texto, ao pessoal da Copag Pokémon e a todo staff do Regional.

Valeu pessoal! Espero, em breve, voltar a esse espaço para trazer boas novidades da temporada!

 


Depoimento do pai do Leandro

Olá pessoal! Meu nome é Rodrigo, sou pai do jogador Leandrinho, que se sagrou campeão da categoria Senior no Regional de Belo Horizonte.

Escrevo para agradecer à Pokémon, à Copag e à toda comunidade do TCG, pois esse jogo mudou as nossas vidas.

Passávamos por problemas familiares no final de 2015 e início de 2016 que afetavam muito a vida do Leandro, quando então ele conheceu o jogo Pokémon. Não sei como isso se deu, pois eu vivia longe dele nesse período e não conhecia a sua rotina.

Sei que, de repente, os olhos dele começaram a brilhar pelas cartas. Todo final de semana que eu o via, eu tinha que levá-lo a algum lugar para jogar o TCG.

Com o tempo, conhecendo o pessoal das lojas e os jogadores, comecei a “aceitar” que ele jogasse, pois aquelas amizades eram saudáveis para ele.

Aos poucos, conhecendo a comunidade Pokémon, a galera que joga, os pais dos outros jogadores, passei não só a “aceitar” o jogo, como também a incentivar o meu filho a jogar. Passei a conhecer o jogo, a conversar com ele sobre as cartas, e até mesmo a brincar com ele em casa.

E, como resultado, no final de semana do Regional, ele se tornou campeão do torneio em sua categoria. Graças ao esforço, persistência e dedicação dele.

Assim, não poderia deixar de agradecê-los por toda essa transformação.

Na melhoria do nosso relacionamento e, acima de tudo, nas oportunidades que se apresentaram na vida do Leandro, que, inclusive, conquistou a vaga para o mundial do próximo ano.

Em nossa viagem de volta de Belo Horizonte, depois de conversar com ele, sugeri a redação de um texto sobre tudo o que ele passou nesse início de temporada.

Ele se animou muito e, com minha ajuda, pudemos criar esse material.

Mais uma vez, agradeço muito a vocês, de coração, por tudo isso!

 


 

 

E você, tem alguma história envolvendo Pokémon que o ajudou em algum momento de superação ou que transformou algum aspecto da sua vida? Conta aqui pra gente. Queremos muito saber e partilhar mais histórias incríveis como esta para toda a comunidade Pokémon. 🙂

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  • Thiago França Albano de Paula

    Parabéns ao Leandro pela conquista e ao pai por dar todo esse apoio, muito legal ver um report duplo assim!!
    😀

  • Pedro Mendes

    Que bom ver a opinião de um pai! O incentivo familiar ajuda a franquia que mais adoro a crescer no país.