março 30, 2016 -

Olá, amigos e amigas. Para se jogar o Pokémon TCG é essencial termos um deck com 60 cartas, seguindo a diretriz do número máximo de cópias, não marcadas e, se possível, em um dos formatos vigentes (Modificado, Expandido, Ilimitado, …): esse é o material mínimo para se iniciar a jornada de treinador. Mas dificilmente paramos só nisso – às vezes por necessidade, às vezes por estética, acabamos ampliando os produtos relacionados ao jogo, e hoje daremos dicas sobre como se organizar e como evitar se perder num mundo de extras que o TCG proporciona.

Primeiro, trataremos do material que podemos adquirir para ajudar um pouquinho na conservação dos cards, os Sleeves (ou shields) e os playmats:

Os sleeves são uma obra de Arceus, eles são protetores de cartas que evitam os pequenos danos causados pela utilização ou pela ação do tempo. Esse acessório evita que os cards fiquem arranhados pela ação de embaralhar, que as pontas das cartas comecem a abrir, ou que as cartas fiquem úmidas em caso de um acidente com (pouco) líquido ou mesmo o suor das mãos durante o jogo.

Pode parecer um gasto desnecessário, mas, depois que se vê seus benefícios, todos concordam que o valor do investimento é mínimo, se comparado com os prejuízos de cartas danificadas e marcadas. A dica fica por conta da escolha do shield adequado. A limpeza periódica para mantê-lo limpo de suor, oleosidade da pele e poeira (isso evita que os shields fiquem grudentos, dificultando o ato de embaralhar), deixando a vida útil do produto um pouco mais longa. E, se possível, compre um pouco mais que os 60 do deck, pois, em algum momento, será preciso substituir alguns que se desgastam ou se rompem com a utilização.

Imagine a cena: estamos na liga ou num campeonato, e um dos sleeves estraga, é preciso substituí-lo, mas sem um extra (exatamente igual aos demais) para substituir o que estragou, será preciso trocar todos por um novo modelo ou remover todos e danificar as cartas (perdendo muito tempo nos dois casos). Um grande prejuízo de qualquer forma, seja monetário ou de tempo gasto.

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Outro produto com papel parecido de proteção é o playmat, um tipo de tapete muito útil para evitar atrito excessivo com a superfície da mesa. Às vezes, por algum motivo, a mesa é áspera ou tem ranhuras que podem danificar as cartas e os sleeves, mas com o playmat isso não ocorrerá, e ainda impedirá que as cartas saiam dançando pela mesa se ela for lisa demais. Mais uma vez, a limpeza periódica é a chave para a durabilidade do acessório.

Os dados são um adianto de vida. Além de uma ótima forma de marcar danos, eles podem ser usados para substituir as moedas. Se os dois primeiros itens têm breves citações no Compendium de Regras, os dados, por outro lado, tem muitas especificações a serem seguidas. Os dados devem ter faces lisas e de tamanhos idênticos (cada face deve ter o mesmo tamanho das demais em cada dado). Não pode haver alteração nas faces de forma que deixe um dos lados mais pesado que o outro, e os números devem ser visíveis e de fácil entendimento, para todos os que desejem checar os resultados e a quantidade de dano. O dado que substitui a moeda tem um tópico extra, deve ser translúcido, de forma que qual pessoa possa ver através dele. Mais uma vez, a limpeza periódica deve ser adotada para que os dados se mantenham de acordo com as exigências listadas acima.

Como já dito antes, esse primeiro bloco é voltado para os materiais que ajudam nos jogos e minimizam o desgaste pelas repedidas ações de embaralhar. Quem joga, sabe: embaralhamos o deck pelo menos uma vez por turno, isso quando não o fazemos também no turno do oponente. O segundo bloco será voltado para dicas de organização da mesa, uma continuação indireta dessa matéria da Delta (Como prevenir trapaças – Parte I), com a intenção de ajudar os desastrados que, assim como eu, vivem derrubando e misturando coisas que não deviam, recebendo punições desnecessárias por isso.

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O primeiro passo é decidir em que posição da mesa ficarão os Prêmios, o Deck e a Pilha de descarte. Segundo as regras, o Deck deve ficar na posição oposta dos Prêmios e a Pilha de Descarte deve ficar próximo ao deck. Não há especificação quanto ao lugar certo, podemos colocar o Deck na esquerda da mesa ou a direita, posicionando os Prêmios no lado oposto. Logo, canhotos tem a possibilidade de posicionar o Deck no lado esquerdo, deixando o andamento do jogo mais confortável.

A Pilha de Descarte deve ficar do mesmo lado que o Deck, mas não é imperativo que fique acima ou abaixo dele. Isso permite uma reflexão: qual o lugar mais confortável para o nosso jogo? Eu prefiro colocar o Deck acima do Descarte, para evitar confusão. Mas é questão de costume de minha parte. A Pilha de Descarte deve ser homogênea, sabe aquelas cartas viradas pra marcar alguma coisa? Esqueça, se precisa marcar a quantidade de alguma carta (Marcha Noturna e Vespa precisam muito disso), use dados fora do campo de jogo para isso, se forem Cartas de Treinador ou algum motivo específico para sua estratégia, coloque a carta com o texto de cabeça para baixo, isso as regras não impedem.

Conte as suas cartas com frequência, antes de sair de casa, quando chegar ao local que você jogará, quando sair de lá, e quando chegar em casa. Isso permite que tenhamos o controle dos cards. Imagine esquecer uma carta Ultra Rara em algum lugar, ou pior, a carta cair por uma abertura que não foi percebida. Esse ato de verificar ajuda a visualizar se há alguma possibilidade disso acontecer, ou que se esqueça alguma carta ao sair.

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Alguns efeitos permitem que você olhe, rearranje, descarte ou escolha algo do topo do Deck. Isso é bom para acelerar o jogo, mas pode trazer alguns problemas também pois, sem querer, um jogador pode misturar uma carta com a mão e acarretar um pequeno atrito. Se uma carta lhe permite fazer algo do gênero, como Correio de Treinadores, deixe a sua mão de um lado que não confunda a mesa, e observe as cartas, ou coloque a sua mão num lado e as cartas do outro, isso impede que haja um “embananamento” de cartas, que pode levar a uma punição no jogo.

Um jogador pode pedir para olhar a Pilha de Descarte do oponente quando julgar necessário, além de observar o próprio descarte, basta apenas pedir. Só evite desordenar as cartas de qualquer uma das Pilhas de Descartes. Se trocar essa ordem, pode gerar confusão no andamento do jogo pois mover um Apoiador mais para cima ou para baixo impede que saibamos se e, em qual turno foi usado o que, principalmente pelo fato de só ser permitido a utilização de um Apoiador por turno e, mais uma vez, cair em um pequeno atrito que pode ser evitado com facilidade.

Por último, temos o ritmo de jogo. Pessoas desastradas como eu tendem a fazer bagunça quando tentam entrar num ritmo mais acelerado; por isso, se vocês sofrem dessa síndrome de duas mãos opostas, joguem de forma mais fluente e sem muita pressa, isso impedirá confusão de cartas, dados e etc. Só tenha cuidado: jogar de forma muito lenta pode ser tão perigoso quanto jogar muito rápido, e o slowplay ainda é passível de punição para o jogador que o pratica.

Espero que essas dicas sejam úteis para aqueles que ainda não sabiam desses detalhes, ajudando na jornada rumo aos títulos e torneios. No mais, é isso.

Boa jogatina a todos e nos esbarramos por aí!